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Iamamoto (2007) apresenta, reitera e demarca o seu próprio posicionamento sobre a tese por ela formulada sobre o Serviço Social e as relações de reprodução social. O principal argumento utilizado pela autora é que
o Serviço Social surge no cenário histórico com uma identidade atribuída pelo capitalismo, que expressa uma síntese das práticas pré-capitalistas, repressoras e controladoras, em que os mecanismos e as estratégias utilizados pelas classes dominantes garantem a marcha expansionista definitiva rumo à consolidação do sistema capitalista.
o pensamento de que o Serviço Social está inserido nas relações de produção e reprodução sociais permite considerar que a autonomia profissional é dada pelas instituições responsáveis pela contratação dos profissionais, cujas bases teóricas e metodológicas possibilitam reiterar a dimensão messiânica e fatalista da profissão.
a prática profissional pouco se diferenciou da prática filantrópica. Desse modo, reconhecer o Serviço Social no entremeio das relações sociais é perceber que, apesar dos avanços e influências críticas, existe uma aparência indiferenciada de que se reveste a prática profissional.
a função pedagógica do assistente social é determinada pelo vínculo que a profissão estabelece com as classes sociais, função mediatizada pelas relações entre Estado, as demais instituições sociais e a sociedade civil na mitigação da questão social.
a constituição do Estatuto Profissional do Serviço Social está fundamentada nas demandas originadas das lógicas macroestruturais, favoráveis ao reconhecimento e localização do Serviço Social como uma profissão, inserida na divisão sociotécnica do trabalho, nos marcos da sociedade burguesa consolidada.