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No que se refere ao trabalho social com famílias no âmbito da Política de Assistência Social, é correto afirmar:
O trabalho social com famílias necessita de abordagens metodológicas preestabelecidas, pois as ferramentas metodológicas devem ser estruturadas independentemente das especificidades das famílias, suas identidades, desejos, necessidades, demandas e realidade social, histórica e cultural, isto é, as metodologias devem responder aos objetivos do trabalho previamente estabelecidas pelos técnicos responsáveis pelo planejamento das atividades.
Cabe aos técnicos de nível superior e ao coordenador do CRAS a escolha das abordagens metodológicas mais adequadas para responder às demandas postas para o PAIF em determinado território. Destaca-se que as abordagens metodológicas devem ser apropriadas à política de assistência social, baseada desde 1988 no paradigma dos direitos.
Ressalta-se que não é possível utilizar elementos de várias abordagens metodológicas no trabalho social com famílias, estas sempre são contraditórias em seus fundamentos. Assim é preciso eleger somente uma abordagem, pois o trabalho social com famílias é algo complexo e que demanda cuidado para o alcance de seus objetivos.
A escolha das abordagens metodológicas do trabalho com famílias não deve ficar sob a escolha das equipes de referência dos CRAS – elas podem e devem inspirar-se nas diversas abordagens existentes, cabe apenas a gestão local da política de assistência social tal escolha para impedir ações que contrariem os objetivos do PAIF.
A escolha da abordagem metodológica não é algo relevante. Pois todas são compatíveis com o conceito de família e territórios adotados pela PNAS e com os objetivos do PAIF.