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Barroco e Terra (2012) apontam que o despreparo teórico das/os profissionais no cotidiano do trabalho pode reproduzir manifestações de preconceito e discriminação, conforme elucidam a partir de depoimentos de assistentes sociais: “O local onde reside – área favelada – propicia o seu envolvimento com pessoas perniciosas à sua formação moral (Batista, 2003, p.109). Interno oriundo de lar ilegalmente constituído, tendo sido autuado por práticas antissociais, ocorridas em consequência de ter-se ligado a más companhias quando ia encontrar-se com o pai no morro de São Carlos (Batista, 2003, p. 110)” (p.75). Esses depoimentos resultam, segundo as autoras, dentre outros fatores,
da consciência crítica das/os profissionais, da presença de pressupostos técnicos consistentes, do fortalecimento das relações institucionais, das articulações políticas juntos aos movimentos sociais, da centralidade da ciência.
do aparato instintivo da prática profissional, do arcabouço filosófico que orienta a profissão, das requisições normativas impressas na atuação institucional, de caráter progressista, coletivo e democrático.
dos arranjos teórico-doutrinários que embasam a prática profissional na atualidade, do respeito às demandas institucionais na garantia do acesso aos recursos pela população, do atendimento das prerrogativas inscritas nas políticas sociais.
das indicações previstas nas diretrizes curriculares do Serviço Social, das correntes ideológicas emancipatórias que influenciam o fazer profissional, das manifestações de questionamento às práticas abusivas e estigmatizadores da população.
da precarização da formação profissional, da falta de preparo técnico e teórico, da fragilização de uma consciência crítica, da despolitização, da incorporação de valores e ideologias conservadoras, individualistas, irracionalistas.