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Leia o texto a seguir.
O consenso burguês concilia a ‘tradição brasileira’, de democracia restrita – a democracia entre iguais, isto é, entre os poderosos que dominam e representam a sociedade civil – com a ‘orientação modernizadora’, de governo forte. A ordem legal e política se mantém ‘aberta’, ‘democrática’ e ‘universal’, preservando os valores que consagram o Estado de direito; e este Estado se concretiza, historicamente, por sua vez, na medida em que tudo isso é necessário à monopolização do poder real, da autoridade e do controle das fontes de legitimidade pelas classes burguesas e suas elites.
FERNANDES, Florestan, A revolução burguesa no Brasil. São Paulo: Contracorrente, 2020, p. 341.
Segundo a perspectiva sociológica de Florestan Fernandes, o processo de modernização da sociedade brasileira é marcado pela(o)
ascensão de setores populares através da instalação da ordem democrática.
domínio do campo senhorial tradicional nas esferas legais e estatais.
dissolução das velhas estruturas coloniais por inovações liberais e burocráticas.
drástica ruptura entre os arranjos do poder latifundiário e a burguesia emergente.
predomínio do poderio da aristocracia agrária, que se insurge contra a velha ordem oligárquica.