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Para Gohn (2011), os movimentos sociais são arenas de formação de sujeitos coletivos e de reinvenção democrática, e Ianni (1992) os compreende como disputas hegemônicas que tensionam estruturas de poder. Considerando essa leitura crítica, como podem ser caracterizados os movimentos sociais?
Manifestam-se como iniciativas isoladas e personalizadas, limitadas a reivindicações circunstanciais e desconectadas de processos organizativos coletivos.
Reduzem-se a expressões culturais fragmentadas, circunscritas a manifestações episódicas desprovidas de densidade política ou alcance transformador.
Traduzem-se em demandas setoriais restritas, definidas por interesses locais desarticulados e destituídos de horizonte emancipatório abrangente.
Configuram espaços de resistência coletiva e de produção de sujeitos políticos, tensionando hegemonias e reconfigurando práticas democráticas emancipatórias.
Funcionam como braços auxiliares do Estado, destinados à execução de programas governamentais sem autonomia crítica ou capacidade propositiva.