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Segundo Bento (2002), as ações afirmativas constituem “estratégias institucionais de desconstrução do mito da democracia racial”, e Munanga (2003) enfatiza que tais políticas devem ser compreendidas como instrumentos de reparação histórica e promoção de equidade. Considerando esse debate, como deve ser interpretado o papel das políticas afirmativas no campo do Serviço Social?
Configuram práticas essencialmente retóricas, destituídas de impacto concreto na redistribuição de recursos e na superação das desigualdades históricas persistentes.
Correspondem a medidas simbólicas de caráter voluntarista, sem densidade normativa ou eficácia institucional na redução de desigualdades raciais, étnicas e de gênero.
Funcionam como privilégios individuais, incompatíveis com a democracia, colidindo com o princípio de igualdade formal e a lógica universalista dos direitos sociais.
Representam reconhecimento das desigualdades estruturais e criação de mecanismos reparatórios, articulando direitos universais com medidas específicas de equidade social.
Baseiam-se em noção de neutralidade cultural, desconsiderando identidades coletivas e especificidades históricas no reconhecimento e na formulação de direitos.