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Em projeto com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto, o Educador Social observa que muitos internalizaram rótulos como "caso perdido" e "menor infrator", produzidos por discursos midiáticos e institucionais. Para planejar intervenções, recorre a conceitos da psicologia social.
Está mais alinhada a esses conceitos a compreensão de que:
As crenças negativas dos adolescentes decorrem de traços de personalidade e baixa autoestima, sendo pouco influenciadas por discursos sociais, midiáticos e institucionais.
A pertença grupal limita-se a influências diretas de pares imediatos, sem conexões com processos históricos, culturais e institucionais mais amplos.
A identidade é estrutura fixa consolidada na infância, sobre a qual intervenções socioeducativas na adolescência têm reduzida capacidade de transformação significativa.
Estereótipos, estigmas e preconceitos são construções sociais que atravessam relações cotidianas e podem ser ressignificados por meio de experiências de reconhecimento, participação e pertencimento grupal.
A mudança de comportamento depende de reforços externos sistemáticos, não se relacionando às representações sociais e às dinâmicas grupais vivenciadas pelos adolescentes.