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Em um município que implantou serviços socioassistenciais referenciados ao SUAS, a equipe debate a distinção entre a função do antigo "monitor de atividades recreativas" e a atual atribuição do Educador Social. Durante a discussão, emerge a necessidade de explicitar o fundamento que diferencia a Educação Social contemporânea de práticas assistencialistas tradicionais.
Nessa perspectiva, a concepção que orienta o trabalho do Educador Social com adolescentes em vulnerabilidade caracteriza-se por:
Atuação educativa intencional baseada na garantia de direitos, em práticas socioeducativas territorializadas e na participação dos sujeitos, articulando proteção social e processos emancipatórios.
Priorização da disciplina e da adesão às normas institucionais, concebendo a educação como mecanismo de controle social para manter a ordem em espaços coletivos.
Focalização da intervenção em condutas individuais, buscando ajustar comportamentos inadequados por meio de reforços positivos e negativos no cotidiano institucional.
Organização de atividades recreativas e culturais para ocupar o tempo ocioso de grupos vulneráveis, reduzindo exposição a riscos sem necessariamente alterar condições estruturais de vida.
Prestação de serviços pontuais a famílias de baixa renda, com distribuição de benefícios materiais e orientações morais para estimular responsabilidade pessoal.