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Em reunião com gestores, o Educador Social é questionado sobre os limites de sua atuação, já que, segundo alguns, seu papel seria "animar atividades" e "evitar conflitos" com os adolescentes atendidos. Ele precisa explicitar sua função no interior das políticas públicas.
A resposta mais consistente com a Educação Social como prática de direitos afirma que o Educador Social:
Media processos educativos em territórios marcados por violações, identifica e problematiza desigualdades, articula a rede de proteção e fortalece adolescentes e coletivos na reivindicação e defesa de direitos.
Organiza eventos comemorativos que simbolizam inclusão, sem necessidade de vinculação a processos de monitoramento de violações e encaminhamentos à rede de proteção.
Atua principalmente como executor de atividades recreativas, garantindo ambiente harmonioso independentemente de conflitos relativos às condições de vida dos adolescentes atendidos.
Concentra sua ação na redução de comportamentos considerados inadequados, priorizando disciplina e cumprimento de regras institucionais pelos adolescentes.
Limita-se a repassar orientações definidas por técnicos de nível superior, sem intervir em processos de análise crítica das realidades sociais dos grupos com os quais trabalha.