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Em um Centro de Referência de Assistência Social, o Educador Social organiza oficinas com adolescentes que abandonaram a escola e buscam alternativas de formação e inserção produtiva. A coordenação solicita que as práticas sejam fundamentadas na perspectiva da educação não formal e da aprendizagem ao longo da vida.
A abordagem estará coerente com esses princípios quando o Educador Social:
Organiza cursos rápidos voltados ao treinamento de habilidades operacionais, desconectados de dimensões culturais, identitárias e de projeto de vida dos adolescentes.
Limita-se a ofertar conteúdos de reforço escolar do ensino fundamental, tomando o currículo formal como único referencial de validação dos conhecimentos mobilizados nas oficinas.
Reconhece saberes produzidos nas experiências de trabalho, sobrevivência e sociabilidade dos adolescentes, articulando-os a percursos formativos flexíveis, dialógicos e continuados que valorizem suas trajetórias.
Estrutura a participação nas oficinas como pré-requisito burocrático para acesso a benefícios, priorizando controle de frequência em detrimento de processos formativos significativos.
Centra a proposta em palestras expositivas ministradas por especialistas, nas quais os adolescentes assumem papel predominantemente passivo de ouvintes e receptores de informações.