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Em muitos estudos sociais elaborados para fins de concessão de benefícios, é comum enco...

Em muitos estudos sociais elaborados para fins de concessão de benefícios, é comum encontrar descrições extensas da composição familiar, da renda mensal e das condições de moradia, seguidas de uma conclusão breve afirmando que “a família se encontra em situação de vulnerabilidade social”.


O erro central nesse tipo de estudo está:


A

na utilização predominante de informações socioeconômicas objetivas, cuja validade depende exclusivamente da atualização periódica dos cadastros institucionais.


B

na insuficiente problematização dos dados levantados, que são apresentados de forma desarticulada das determinações sociais, históricas e institucionais que produzem a situação analisada.


C

na aplicação de critérios técnicos previamente definidos pelas normativas institucionais, que limitam a autonomia analítica do assistente social.


D

na priorização de aspectos materiais da vida familiar, em detrimento de dimensões subjetivas consideradas centrais para a caracterização da vulnerabilidade social.


E

na adoção de conclusões sintéticas, compatíveis com a finalidade administrativa do estudo social no âmbito das políticas de transferência de renda.