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A concepção de ética no Serviço Social, que ancora o projeto profissional hegemônico, se inspira na tradição da ontologia do Ser Social, rompendo com o tradicionalismo e buscando a emancipação humana e a justiça social. Com esse embasamento, o Projeto Ético-Político da profissão
reconhece os projetos societários em luta na sociedade contemporânea, na qual se insere o trabalho do/da Assistente Social, como campo de tensionamento ideopolítico, de modo que sua atuação profissional ultrapassa a neutralidade axiológica.
foi definido a partir da Lei de Regulamentação da Profissão de Serviço Social (1957), o que demarcou a ruptura normativa com o Serviço Social conservador.
é um campo permanente de lutas e precisa sempre ser reafirmado como dimensão teleológica da profissão, para que haja consenso na totalidade da categoria sobre a superação da sociedade burguesa.
propõe como horizonte principal a eficiência administrativa e a racionalização burocrática das políticas sociais, entendendo o papel do/a Assistente Social como gestor técnico de recursos e serviços, desvinculado de projetos utópicos de superação da ordem social.
fundamenta-se na defesa de uma ética universal e na defesa intransigente dos diretos humanos, priorizando valores consensuais, em detrimento dos individuais.