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No âmbito do Serviço Social, o planejamento deixou de ser visto como uma ferramenta puramente técnica e normativa, baseada em modelos rígidos e lineares, para ser compreendido como um processo dinâmico, político e estratégico. A complexidade da 'questão social' e a natureza contraditória das instituições exigem do assistente social uma capacidade de planejamento que considere os diferentes atores sociais, as correlações de força e a incerteza dos cenários. O Planejamento Estratégico Situacional (PES), desenvolvido por Carlos Matus, oferece subsídios importantes para essa abordagem, ao enfatizar a análise da situação e a viabilidade das ações em um contexto de disputa de projetos. Sobre a concepção de planejamento estratégico na prática do assistente social, assinale a alternativa correta.
O planejamento estratégico situacional é incompatível com a prática do assistente social, pois se trata de uma metodologia desenvolvida para a alta gestão governamental e para empresas, focada apenas na eficiência e não nas finalidades éticas.
A concepção estratégica de planejamento pressupõe que o assistente social tem controle total sobre a realidade, podendo prever e determinar todos os resultados de sua intervenção de forma linear e controlada.
O planejamento no Serviço Social deve seguir o modelo normativo tradicional, focando exclusivamente na elaboração de um documento técnico (o 'plano') que descreve metas e recursos, sem se preocupar com a análise de conjuntura ou com os atores envolvidos.
O planejamento estratégico é um processo contínuo de análise da realidade (análise situacional) e definição de estratégias, que reconhece a existência de múltiplos atores com interesses distintos e a necessidade de construir viabilidade política para as ações.