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A reflexão realizada por Horst e Mioto (2017) problematiza as formas de intervenção do Serviço Social no trabalho com famílias, evidenciando tensões entre perspectivas críticas e práticas que podem reproduzir traços conservadores no exercício profissional.
Fonte: HORST, Claudio Henrique Miranda; MIOTO, Regina Célia Tamaso. Serviço Social e o trabalho com famílias: renovação ou conservadorismo? Em Pauta:Teoria Social e Realidade Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 15, n. 40, p. 228–246, 2017.
Considerando as contribuições dos autores acerca do trabalho com famílias no âmbito do Serviço Social, analise as assertivas a seguir.
O fortalecimento das famílias ocorre principalmente por meio da vigilância moral e da correção de comportamentos considerados inadequados pelos profissionais.
O trabalho com famílias deve concentrar-se na responsabilização individual de seus membros pelos problemas vivenciados, pois as dinâmicas familiares são independentes das condições sociais mais amplas.
A perspectiva crítica do Serviço Social compreende que as famílias são as principais responsáveis pela resolução das expressões da questão social, devendo o Estado atuar apenas de forma subsidiária.
No Serviço Social, o trabalho com famílias deve ultrapassar abordagens moralizantes e individualizantes, considerando as determinações sociais, econômicas e políticas que atravessam a vida familiar.
A intervenção profissional deve priorizar práticas de controle social das famílias, reduzindo a centralidade da garantia de direitos sociais.