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No Brasil, segundo Iamamoto (1982), Bravo (1983), Laurell (2006) e Sodré (2010), o Serviço Social demarcou sua inserção no campo da saúde pública, inicialmente, por meio de práticas educativas de caráter higienista e conservador, voltadas ao controle da vida privada e à normatização dos comportamentos sociais. Contudo, no desenvolvimento crítico da profissão, tais perspectivas passam a ser problematizadas à luz dos determinantes sócio-históricos do processo saúde–doença, compreendido como expressão das relações sociais mais amplas.
À luz desse referencial crítico, assinale a alternativa CORRETA.
O processo saúde–doença decorre da articulação entre escolaridade, renda individual, condições habitacionais e acesso a serviços básicos, compreendidos como variáveis independentes, cuja superação depende prioritariamente de mudanças comportamentais e educativas dos sujeitos.
A saúde coletiva deve ser explicada a partir da soma de fatores socioeconômicos e culturais, tais como renda, moradia, saneamento e estilo de vida, entendidos como dimensões técnicas da política social, relativamente autônomas em relação às estruturas de classe e às relações de produção.
O binômio saúde–doença constitui-se como expressão das determinações sociais da vida, historicamente produzidas no interior do modo de produção capitalista, envolvendo relações de classe, condições de trabalho e reprodução social, desigualdade na distribuição da riqueza socialmente produzida e a mediação do Estado nas políticas públicas.
A compreensão da saúde limita-se à interação entre fatores biológicos e ambientais, cabendo às políticas públicas mitigar riscos sociais por meio de ações focalizadas, sem necessidade de análise das mediações estruturais que organizam a sociedade.