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A aparência de efetuar uma concessão de benefícios — e não de viabilização de direitos — aliada às estratégias discriminatórias, seletivas e meritocráticas no atendimento às necessidades dos segmentos subalternos tem resultado predominantemente em reiteração da subalternidade. A relação entre instituições que implementam as políticas de assistência e o público-alvo tem conduzido à pulverização das demandas, obscurecendo sua força e sua dimensão coletivas. Essas demandas despolitizadas abrem caminho ao clientelismo no trato da questão social. Sobre o assistente social, reconhecido como profissional da assistência, e seu trabalho nessa área, assinale a alternativa correta:
O assistente social não se insere no interior dos equipamentos socioassistenciais como mediador entre Estado, instituição e classes subalternas no atendimento aos segmentos empobrecidos e subalternizados da sociedade.
O assistente social participa, junto com outros agentes, na criação de condições para a "reprodução social das classes dominantes" por meio da viabilização de serviços sociais e de uma atuação socioeducativa junto a essas classes, implementando políticas socioassistenciais.
O assistente social não administra os recursos institucionais, a distribuição de recursos materiais, a realização de triagens, a orientação e esclarecimento quanto aos direitos, serviços e benefícios disponíveis — atestando carências e conferindo méritos.
O campo próprio de trabalho do assistente social tem na administração e na execução de ações assistenciais um espaço fundamental.
O caráter do trabalho do assistente social é, essencialmente, apolítico.