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Um assistente social inserido em um Hospital Geral da Rede...

Um assistente social inserido em um Hospital Geral da Rede de Atenção às Causas Agudas e Crônicas atende um usuário idoso, internado devido a complicações de diabetes. Durante o atendimento, o profissional identifica que o usuário reside sozinho em uma área de alta vulnerabilidade social e que suas frequentes reinternações ocorrem pela falta de acesso regular aos insumos médicos na UBS (Unidade Básica de Saúde) de seu território e pela ausência de suporte familiar para o autocuidado. O assistente social, então, articula uma reunião de transição de cuidado com a equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) do bairro do paciente e com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de abrangência.


Considerando as diretrizes dos Parâmetros para a Atuação de Assistentes Sociais na Saúde e a organização das Redes de Atenção à Saúde (RAS), assinale a alternativa que caracteriza corretamente a direção da intervenção profissional nesse caso.


A

A atuação do profissional está correta, pois a intervenção na saúde deve superar o modelo biomédico e a fragmentação do cuidado, atuando na articulação da rede intersetorial para garantir a continuidade da assistência e o enfrentamento dos determinantes sociais da saúde.


B

A conduta do assistente social foi inadequada, visto que as atribuições do profissional em ambiente hospitalar limitam-se ao espaço interno do leito e à alta clínica, sendo vedado o contato direto com os equipamentos de Atenção Primária.


C

O profissional agiu corretamente, mas a sua intervenção deveria focar exclusivamente na responsabilização civil e criminal dos familiares ausentes, eximindo o poder público e a rede de saúde de novas obrigações com o caso.


D

A articulação com o CRAS e com a ESF descaracteriza a especificidade do Serviço Social na saúde, que deve atuar de forma isolada e autônoma, sem submeter suas análises à lógica de rede ou de matriciamento.