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“[…] As reflexões sobre Serviço Social e diversidade se situam na esteira do aprofundamento do projeto ético-político. Entre a aprovação do Código de Ética de 1993 e a entrada nos anos 2000, a diversidade assume um espaço estratégico […]”. (Santos, Lemos e Moreira, 2026). Sobre o tema marque a alternativa INCORRETA:
A concepção de diversidade humana foi tecida a partir da realidade que inclui a própria organização das lutas sociais e na perspectiva de entendimento do indivíduo como ser social e histórico, em contraposição à concepção a-histórica de uma classe trabalhadora sem subjetividade, sem raça, etnia, sexualidade, identidade de gênero, geração, deficiência, dentre outras importantes dimensões.
Considerando que a discussão em torno da diversidade humana, na esteira da tradição marxista, se contrapõe ao debate das relações raciais, no Serviço Social se advoga a possibilidade de os conflitos serem resolvidos formalmente por normatizações, leis e pactos nacionais e internacionais que demonstrem a igualdade do debate.
A concepção de diversidade humana quando vinculada aos fundamentos do projeto ético-político profissional se contrapõe à lógica da fragmentação e da perspectiva de universalidade abstrata. Também se contrapõe à concepção liberal do respeito à diferença que não considera as condições objetivas para que se efetive tal diferença, seja como característica própria da individualidade, seja como questão política historicamente tecida nas lutas da classe trabalhadora.
A partir do ambiente da cultura crítica do projeto ético-político do Serviço Social que foi processualmente sendo constituída a relação entre projeto profissional e a defesa da diversidade humana como categoria teórico-política. Analisando a realidade com base em fundamentos histórico-sociais, reivindicando a ortodoxia exclusivamente por meio do método do materialismo histórico-dialético, tem-se buscado apreender as relações sociais de exploração/opressão ancoradas numa perspectiva de totalidade.
A interação com a produção intelectual feminista e antirracista em sua pluralidade, com os sujeitos políticos e suas reivindicações, e com a direção social assumida pelas entidades da categoria foi determinante para a incorporação e/ou materialização das temáticas da liberdade, dos direitos humanos e da diversidade no cotidiano do trabalho e da formação de profissionais no Brasil.