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O conceito de racismo ambiental designa a exposição desproporcional de populações negras, indígenas e pobres a riscos e danos ambientais – como ocupação de áreas alagáveis, ausência de saneamento e proximidade de lixões –, resultado de processos históricos de segregação territorial. Com base nessa informação e considerando a relação entre esse conceito e as funções do SUAS, assinale a opção correta.
A territorialização e a vigilância socioassistencial permitem identificar como a desigualdade racial se inscreve nos territórios, subsidiando a oferta de proteção social onde risco ambiental e vulnerabilidade se sobrepõem.
O racismo ambiental é matéria exclusiva da política de meio ambiente, não guardando relação com o diagnóstico socioterritorial da assistência social, que deve se restringir às dimensões de renda e de composição familiar.
A vigilância socioassistencial deve tratar os territórios de forma homogênea, evitando recortes de raça ou renda, pois a produção de dados desagregados expõe e estigmatiza comunidades perante os demais serviços da rede.
A segregação territorial das populações negras nas periferias decorre de escolhas residenciais individuais e de dinâmicas naturais do mercado imobiliário, sem relação direta com o processo de desigualdade racial.
O enfrentamento do racismo ambiental compete unicamente à União, sendo vedada a atuação de equipamentos locais como CRAS em situações de desastre ou calamidade, hipóteses reservadas aos órgãos de defesa civil.