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Uma assistente social atua em um hospital público integrando uma equipe multidisciplinar. Durante um atendimento individual com um usuário, ela obteve informações sobre a dinâmica familiar e os comportamentos de risco que são fundamentais para o acompanhamento psicossocial, mas que o usuário pediu expressamente que não fossem divulgados. No dia seguinte, em uma reunião de equipe para discussão do caso, o diretor clínico da unidade (não assistente social) exigiu que a profissional relatasse o conteúdo integral da entrevista e anexasse cópia de suas anotações de campo ao prontuário geral de acesso livre a todos os funcionários da unidade, sob a justificativa de “transparência institucional”.
Com base nessa situação hipotética, no Código de Ética Profissional (1993) e na Orientação Normativa CFESS nº 04/2020, assinale a opção correta em relação à conduta da assistente social para garantir o cumprimento de seus deveres e de suas prerrogativas.
revelar o conteúdo integral da entrevista por se tratar de um trabalho em equipe multidisciplinar, em que o dever de lealdade à instituição sobrepõe-se ao sigilo individual
recusar a anexação das anotações de campo ao prontuário de acesso geral, compartilhando, na reunião, apenas as informações estritamente necessárias para a continuidade do cuidado pela equipe, resguardando o sigilo profissional
entregar as anotações ao diretor clínico, uma vez que o sigilo profissional só é admissível quando o assistente social atua em consultório particular, não se aplicando às instituições públicas
quebrar o sigilo e relatar todos os fatos, pois a exigência do diretor clínico caracteriza uma situação de gravidade que autoriza a revelação das informações, conforme previsto no art. 18 do Código de Ética
solicitar a autorização por escrito do usuário para revelar os dados e, caso ele negue, pedir exoneração do cargo por não poder cumprir as determinações institucionais