Imagem de fundo

Uma assistente social recém-contratada por uma grande...

Uma assistente social recém-contratada por uma grande empresa privada passou a atuar na gestão de benefícios e no apoio aos funcionários. Em uma reunião com a diretoria, ela foi solicitada para elaborar um protocolo que priorizasse o atendimento de colaboradores com maior “produtividade e potencial de retorno para a companhia”, em detrimento de trabalhadores em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica e de saúde. A profissional argumentou que essa diretriz feriria os princípios de universalidade e equidade, mas a gestão reiterou que, como funcionária da empresa, ela deveria seguir as prioridades estabelecidas pelo setor de recursos humanos, que definiu os objetivos, as metas e o acesso aos recursos para sua intervenção.

Com base nessa situação hipotética e à luz da inserção socioinstitucional do assistente social como trabalhador assalariado defendida por Iamamoto (2015), no livro “O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional”, assinale a opção que apresenta corretamente o dilema apresentado na situação descrita.


A

Esse dilema ocorre porque o assistente social, por ser um profissional liberal, possui soberania técnica para recusar qualquer diretriz institucional, sendo a interferência da empresa uma ilegalidade que anula a natureza do exercício profissional.


B

Essa situação evidencia que a instituição é um fator externo e periférico ao trabalho, sendo o conflito apenas uma falha de comunicação interpessoal entre a assistente social e a diretoria, que pode ser resolvida com diálogos técnicos sobre a ética.


C

Esse conflito expressa a tensão entre o projeto ético-político profissional e a condição assalariada: a entidade empregadora fornece os meios materiais, organiza o processo de trabalho e define demandas e prioridades, sem eliminar a autonomia relativa da assistente social nem seus compromissos éticos.


D

Essa profissional deve priorizar os interesses da empresa, pois, como assalariada, sua força de trabalho foi vendida integralmente, o que a desobriga de qualquer compromisso com os princípios éticos da categoria, uma vez que a instituição detém a posse de todos os meios de produção do serviço.


E

Esse impasse revela uma autonomia absoluta do assistente social frente ao capital, em que a dependência de recursos financeiros e organizacionais da empresa é apenas um detalhe técnico, não afetando a definição das prioridades ou a intencionalidade do fazer profissional.