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Ao analisar diferentes concepções sobre as determinações das políticas sociais no capitalismo, a abordagem utilizada por Ivanete Boschetti e Elaine Behring afirma que as políticas sociais não podem ser compreendidas apenas como concessão do Estado ou do capital, tampouco apenas como conquista dos trabalhadores. Essa concepção é teoricamente alinhada ao(à)
liberalismo clássico, que concebe as políticas sociais como mecanismo de mínima intervenção estatal voltado à correção de lacunas pontuais de mercado.
social-democracia, que compreende as políticas sociais como resultado de um pacto de classes orientado à reposição do mercado pelo Estado.
neoliberalismo, que interpreta as políticas sociais como fator de distorção da livre concorrência e de desestímulo ao trabalho.
conservador-corporativismo, que vincula o acesso às políticas sociais exclusivamente à posição ocupacional do indivíduo no mercado de trabalho.
materialismo dialético, que compreende as políticas sociais como expressão contraditória da luta de classes e, portanto, também cumpridoras de finalidades contraditórias.