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Uma assistente social atuava em um CRAS, orientando famílias sobre o acesso a benefícios e a serviços socioassistenciais e buscando fortalecer, no atendimento cotidiano, a compreensão dos usuários acerca de seus direitos de cidadania. Ao mesmo tempo, sua atuação estava subordinada às diretrizes definidas pela gestão municipal, empregadora, que estabelecia prioridades, metas e limites de recursos para o serviço, cabendo à profissional, dentro desses condicionantes, imprimir determinada direção técnica e ético-política a seu trabalho.
Com base nessa situação hipotética e considerando a relação entre Estado, políticas sociais e cidadania, bem como o debate sobre o significado social da profissão, assinale a opção correta, acerca das possibilidades e dos limites do protagonismo profissional.
O protagonismo profissional é livre de condicionantes institucionais, uma vez que a autonomia técnica assegurada pela legislação profissional garante a essa assistente social independência em relação às diretrizes definidas pela gestão empregadora.
Essa assistente social é, ao mesmo tempo, sujeito de direitos, trabalhadora assalariada subordinada ao órgão empregador e profissional com relativa autonomia técnica e ético-política, condição que abre possibilidades e impõe limites ao protagonismo profissional.
A condição de trabalhadora assalariada anula, na prática, qualquer possibilidade de autonomia e direção ético-política própria ao trabalho profissional, reduzindo essa assistente social à condição de executora de decisões tomadas pela gestão municipal.
A contradição entre os interesses do órgão empregador e os interesses dos usuários atendidos é apenas aparente, uma vez que as políticas sociais estatais são reflexos diretos dos interesses da população usuária.
A autonomia técnica dessa assistente social decorre exclusivamente das disposições da legislação profissional, não dependendo, no plano concreto, da correlação de forças políticas, econômicas e institucionais presentes no espaço ocupacional em que atua.