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Durante um estudo de caso, parte da rede de proteção concluiu que as dificuldades enfrentadas por uma família como desemprego, insegurança alimentar, evasão escolar e endividamento decorrem principalmente da falta de organização doméstica, da baixa capacidade de planejamento e da pouca iniciativa de seus integrantes. De acordo com os fundamentos histórico-criticos do Serviço Social brasileiro, essa interpretação:
Está adequada, pois as situações de vulnerabilidade social decorrem predominantemente de comportamentos individuais e da capacidade de adaptação das famílias às oportunidades, aos cursos e aos serviços oferecidos pela sociedade e pela rede de proteção.
Corresponde à perspectiva técnico-operativa do Serviço Social, uma vez que privilegia a responsabilização familiar como estratégia de superação da pobreza.
Expressa uma interpretação reducionista da realidade social, ao desconsiderar que as demandas apresentadas pela família constituem expressões da questão social, produzidas pelas desigualdades estruturais e pelas contradições das relações sociais, devendo ser analisadas em sua totalidade.
Está em consonância com a concepção contemporânea de matricialidade sociofamiliar do SUAS, que atribui à família a responsabilidade principal pela superação das desigualdades estruturais e das contradições presentes nas relações sociais.
Representa a perspectiva defendida pelo Projeto Ético-Político do Serviço Social, que prioriza a mudança de comportamentos individuais como principal estratégia de intervenção profissional.