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Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a equipe identificou aumento significativo de usuários em sofrimento psíquico associado ao desemprego, insegurança alimentar, violência doméstica e dificuldades de acesso a benefícios sociais. A gestão solicita que o/a Assistente Social realize entrevistas individuais para “identificar problemas emocionais”, classificar os usuários por grau de sofrimento e encaminhar apenas os casos considerados “mais graves” para acompanhamento psicológico.
Pensando nos fundamentos do Serviço Social, das diretrizes do SUS e dos Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde, a conduta profissional mais adequada é:
Realizar entrevistas individuais com foco na identificação de transtornos mentais, classificando os usuários conforme níveis de sofrimento psíquico para priorização do atendimento em saúde mental.
Assumir a triagem psicossocial dos usuários, uma vez que o trabalho na UBS exige avaliação direta de sofrimento emocional como critério de organização da demanda.
Informar os limites das atribuições profissionais, desenvolvendo análise dos determinantes sociais do processo saúde-doença no território, articulando ações de promoção da saúde, acesso a direitos e fortalecimento da rede intersetorial.
Limitar sua atuação ao encaminhamento dos usuários para psicologia ou psiquiatria, evitando qualquer análise das condições sociais relacionadas ao sofrimento apresentado.
Recusar participação em ações de saúde mental na Atenção Básica, por se tratar de atribuição exclusiva da equipe de psicologia da UBS.