

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O objeto de intervenção do Serviço Social é a "questão social" em suas múltiplas expressões. Assinale a alternativa correta que define a gênese da questão social segundo a perspectiva teórico-metodológica crítica hegemônica na profissão.
A questão social é um fenômeno natural e eterno, presente em todas as sociedades desde o início dos tempos, decorrente da vontade divina que determinou a existência de ricos e pobres.
A questão social surge devido à preguiça e falta de iniciativa de indivíduos que não aproveitam as oportunidades oferecidas pelo mercado liberal, sendo um problema de caráter pessoal.
A questão social tem origem na contradição entre capital e trabalho, manifestando-se nas desigualdades e conflitos próprios da dinâmica estrutural do sistema capitalista.
A questão social resulta da falta de caridade e solidariedade das pessoas ricas, devendo ser resolvida através de campanhas de doação e voluntariado, sem necessidade de políticas públicas estatais.
O Assistente Social hospitalar, ao atender uma família cujo provedor sofreu um acidente de trabalho e ficou incapacitado, identifica que a situação de saúde agravou uma precariedade econômica preexistente, caracterizando a "Questão Social". Assinale a alternativa que define corretamente a base teórica dessa categoria fundamental para o Serviço Social.
O resultado exclusivo da má gestão das políticas públicas e da corrupção estatal, sem relação com a economia.
A ausência de solidariedade moral entre os membros da comunidade e a desestruturação familiar.
O conjunto de disfunções comportamentais que devem ser corrigidas pela assistência terapêutica.
A soma de problemas individuais causados pela falta de esforço pessoal e mérito dos sujeitos.
A expressão das desigualdades sociais inerentes à contradição entre capital e trabalho no sistema capitalista.
Considerando a formação sócio-histórica brasileira, a questão social é resultante
das desigualdades individuais, tratadas como problema moral e assistencial, desvinculadas das relações de produção.
das contradições estruturais do modo de produção capitalista, assumindo particularidades no contexto brasileiro.
do processo de industrialização tardia, com perda de centralidade diante da ampliação das políticas sociais.
do atraso cultural da sociedade brasileira, enfrentado por meio da filantropia e da responsabilização individual.
A crise contemporânea assume proporções estruturais resultantes de determinações imanentes ao próprio processo de reprodução do capital, ultrapassando a esfera econômica e atingindo a totalidade dos complexos sociais. Seu fundamento material assenta-se na
desresponsabilização do Estado e na insuficiência das fontes de financiamento, consubstanciadas pela relação orgânica com a questão social.
superacumulação de capacidade de produção e na superprodução de mercadorias, acompanhadas pela acumulação do capital financeiro e fictício.
valorização do mercado e nas terceirizações das políticas sociais, adensadas pela insuficiência de mão de obra e pelo estímulo ao consumo.
desregulamentação das Tecnologias de Informação e Comunicação e no lucro acumulado, vinculadas pela escassez de matéria-prima renovável.
Sobre o debate acerca da Questão Social, marque V para VERDADEIRO ou F para FALSO e assinale a alternativa correspondente:
( ) De acordo com Yazbek (2008), a questão social está completamente ligada à questão da exploração do trabalho vivo, e a aparição de organização e mobilização da classe trabalhadora na luta pela apropriação da riqueza social.
( ) Segundo Netto (2001), a questão social está elementarmente determinada pelo traço próprio e peculiar da relação capital/trabalho — a exploração. A exploração apenas remete à determinação molecular da questão social, na sua integralidade, longe de qualquer unicausalidade, ela implica a intercorrência de componentes históricos, políticos, culturais, etc. Sem ferir de morte os dispositivos exploradores do regime do capital, toda luta contra suas manifestações sócio-políticas e humanas (precisamente o que se designa por questão social) está condenada a enfrentar sintomas, consequências e efeitos.
( ) Conforme, CARVALHO e IAMAMOTO (2008), a questão social não é senão as expressões do processo de formação e desenvolvimento da classe operária e de seu ingresso no cenário político da sociedade, exigindo seu reconhecimento como classe por parte do empresariado e do Estado. É a manifestação, no cotidiano da vida social, da contradição entre o proletariado e a burguesia, a qual passa a exigir outros tipos de intervenção mais além da caridade e repressão.
V, V, V.
V, V, F.
F, F, V.
V, F, V.
F, V, V.
Considerando Iamamoto (2001) e a análise da Questão Social e sua relação com os projetos societários e as políticas públicas no Brasil, assinale a alternativa que condiz com a premissa crítica da profissão.
Atualmente, a Questão Social deixa de ser objeto de criminalização para se tornar um campo de consenso técnico, no qual a noção de “classes perigosas” foi substituída por uma rede de proteção integral que extinguiu o caráter repressivo do Estado sobre as classes subalternas.
A análise da Questão Social é indissociável das configurações assumidas pelo trabalho, situando-se em uma arena de disputas entre projetos societários informados por distintos interesses de classe.
A atuação do assistente social na contemporaneidade fundamenta-se na premissa de que a questão social é um produto da inadaptação dos antigos métodos de gestão do social, exigindo que o profissional foque na correção das disfunções para garantir a coesão social.
A tese contemporânea sobre a Questão Social a considera dissociável do processo de acumulação capitalista, sendo sua gênese fruto de escolhas individuais ou falhas morais, o que desobriga o Estado da oferta de políticas sociais públicas universais.
A Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABPESS publicou, em 2009, na revista Temporalis, e cuja temática foi pobreza e exclusão social. O presente material aponta que, no cenário social, a velha questão social:
desaparece totalmente do cenário social.
assume o papel do Estado.
metamorfoseia-se.
mitiga a imposição do capital.
fragmenta-se em distintas políticas sociais.
No debate contemporâneo do Serviço Social brasileiro, a "questão social" é compreendida não como um problema de ordem moral ou de disfunção individual, mas como o conjunto das contradições inerentes à relação entre o capital e o trabalho. A partir da análise crítica sobre o tema, capitaneada por grandes autores, assinale a alternativa que caracteriza corretamente a gênese e as expressões contemporâneas da questão social no Brasil.
A questão social surge no Brasil contemporâneo decorrente do crescimento populacional desordenado e da ausência de qualificação profissional dos indivíduos no mercado.
A gênese da questão social está indissociavelmente vinculada ao caráter contraditório das relações capitalistas de produção, sendo suas expressões atuais aprofundadas pelos processos de reestruturação produtiva e regressão de direitos sociais.
As expressões contemporâneas da questão social configuram uma "nova questão social", cujas raízes são completamente distintas daquelas que originaram o capitalismo industrial do século XIX.
O enfrentamento da questão social na atualidade brasileira prescinde da intervenção do Estado, devendo ser delegado majoritariamente ao terceiro setor e a redes informais de solidariedade.
Considerada como expressão das desigualdades inerentes ao processo de acumulação e dos efeitos que produz sobre o conjunto das classes trabalhadoras e sua organização - o que se encontra na base da exigência de políticas sociais públicas -, a questão social:
É um fenômeno recente, típico do esgotamento dos chamados trinta anos gloriosos da expansão capitalista.
Trata-se de uma "velha questão social" inscrita na própria natureza das relações sociais capitalistas.
Na contemporaneidade, se reproduz sob velhas mediações históricas.
Não assume inéditas expressões espraiadas em todas as dimensões da vida em sociedade.
Não expressa desigualdades econômicas, políticas e culturais das classes sociais, mediatizadas por disparidades nas relações de gênero, características étnico-raciais e formações regionais, colocando em causa amplos segmentos da sociedade civil no acesso aos bens da civilização.
No que se refere à questão social, sua constituição histórica está diretamente relacionada à dinâmica do capitalismo e às formas assumidas pela relação capital–trabalho. Com base nessa perspectiva, é correto afirmar que:
A relação capital–trabalho tende a se equilibrar progressivamente com o desenvolvimento das forças produtivas, reduzindo estruturalmente as expressões da questão social.
A questão social emerge como resultado da insuficiência de regulação estatal sobre o mercado de trabalho, sendo mitigada à medida que se ampliam mecanismos de proteção social.
A relação capital–trabalho expressa uma contradição estrutural e permanente no modo de produção capitalista, sendo a questão social sua forma histórica de manifestação nas condições de vida da classe trabalhadora.
A intensificação das desigualdades sociais decorre principalmente da inadequação das políticas públicas à dinâmica do mercado, podendo ser superada por ajustes institucionais e ampliação da eficiência estatal.
Acerca das ideias de Iamamoto (2000) sobre questão social, assinale a alternativa INCORRETA.
Um dos resultados das políticas concentracionistas de capital, renda e poder no país tem sido o agravamento da questão social, cujas expressões mais nítidas são o desemprego e o subemprego.
A questão social é o conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista madura e tem uma raiz comum: a produção social é cada vez mais coletiva, mas a apropriação dos seus frutos é cada vez mais privada.
A questão social não é senão as expressões do processo de formação e desenvolvimento da classe operária e seu ingresso no cenário político da sociedade, exigindo o seu reconhecimento como classe por parte do empresariado e do Estado.
Pode ser entendida unicamente como a desigualdade social entre pobres e ricos, colocada como dificuldades vivenciadas pelo indivíduo, apresentando-se dentro das situações sociais problema.
De acordo com a economia clássica, as relações sociais do capitalismo são:
Consequências de crises econômicas recentes.
Resultado da luta de classes.
Decorrentes de uma inclinação natural humana ao comércio.
Uma prática imposta culturalmente.
No cotidiano profissional, diante das diferentes expressões da questão social, o Serviço Social dispõe de condições potencialmente privilegiadas para recriar sua prática profissional nos rumos propostos. Qual dos seguintes fatores fundamenta essa possibilidade?
O compromisso do assistente social em colaborar com os ideais das classes consideradas altas.
Os subsídios teóricos, éticos e políticos da prática profissional desassociados entre si.
A proximidade diária do assistente social com as classes menos favorecidas.
A manutenção da fundamentação teórica da profissão desde a sua origem no Brasil.
A questão social, concebida como o conjunto de desigualdades e injustiças historicamente produzidas no desenvolvimento da sociedade capitalista, assume contornos específicos e novas expressões no cenário brasileiro contemporâneo. Diante da complexidade e dinamismo dessas manifestações, qual das alternativas abaixo melhor reflete a compreensão da questão social atual e sua centralidade para o Serviço Social?
No Brasil atual, a questão social se manifesta na intensificação da precarização das relações de trabalho, na desigualdade social, nas discriminações étnico-raciais e de gênero, e na exclusão digital, exigindo do Serviço Social uma intervenção crítico-propositiva para a defesa e ampliação dos direitos sociais.
A questão social contemporânea é predominantemente abordada como um problema de ordem moral e individual, desvinculando-se das determinações estruturais e, por isso, o Serviço Social deve priorizar a adaptação dos indivíduos às normas sociais vigentes.
O Serviço Social, frente à estabilização econômica e à universalização das políticas públicas no Brasil, tem sua centralidade reduzida a funções burocráticas de gestão de benefícios, uma vez que as expressões da questão social foram significativamente mitigadas.
A questão social perdeu sua relevância para o Serviço Social moderno, que deve focar exclusivamente em abordagens terapêuticas individuais, distanciando-se das discussões sobre desigualdade e luta por direitos.
As expressões da questão social na sociedade brasileira limitam-se ao acesso à saúde e educação, sendo os demais problemas (como a violência e o desemprego) tratados como fenômenos isolados, sem conexão com a estrutura de classes.
Ao analisar as múltiplas expressões da Questão Social na sociedade contemporânea, o Assistente Social deve compreender que tais expressões:
Resultam de desvios morais individuais
São fenômenos naturais da vida social
Derivam das desigualdades produzidas pelas relações sociais, econômicas e políticas
Correspondem exclusivamente à pobreza econômica
Santos (2012) faz uma análise da gênese e da dinâmica política inerente à “questão social” no modo de produção capitalista.
Nessa direção, analise as afirmativas a seguir:
I. O capitalismo chega ao século XIX com sua forma histórica baseada na grande indústria que opera o trânsito da subsunção forma à subsunção real do trabalho ao capital.
II. Já no século XIX é visível o processo acentuado de pauperização da classe trabalhadora na Inglaterra e fora dela.
III. No período do século XIX, é possível visualizar como “expressões da questão social” a precariedade das condições de moradia e trabalho que repercutia nos valores estruturantes da sociabilidade, o que preocupava não só aos filantropos, mas também ao movimento operário.
IV. Junho de 1848 é um divisor de águas na constituição da “questão social’, pois expõe, em sua radicalidade, o antagonismo das duas classes fundamentais do capitalismo.
V. A “questão social” é resultante dos mecanismos de exploração do trabalho pelo capital.
Está CORRETO o que se afirma em
I, II, III e IV, apenas.
III, IV e V, apenas.
II, III, IV e V, apenas.
I e III, apenas.
I, II, III, IV e V.
A questão social na contemporaneidade, sob a hegemonia da mundialização financeira, apresenta-se como um fenômeno que radicaliza as desigualdades e redefine as formas de intervenção do Estado. No Brasil, esse processo é marcado pela tensão entre a consolidação de políticas públicas e as exigências de ajuste fiscal permanente. Nessa conjuntura, a questão social deve ser compreendida como
indissociável da sociabilidade da sociedade de classes e seus antagonismos constituintes, envolvendo uma arena de lutas políticas e culturais contra as desigualdades.
conjunto de riscos sociais inerentes à modernidade radicalizada, passíveis de administração e manejo técnico visando ao empoderamento dos sujeitos.
disfunção ou ameaça à coesão e à ordem social, resultante da inadaptação de antigos métodos de gestão do social aos novos marcos do mercado.
resíduo histórico superado pela expansão do mercado interno e pelo consumo de massas, que logrou eliminar o antagonismo entre as classes sociais.
A “questão social” é categoria fundante do Serviço Social brasileiro e se redefine conforme as transformações do capitalismo contemporâneo: a intensificação da financeirização, a precarização do trabalho e a captura neoliberal das políticas públicas. Analise as afirmativas abaixo e assinale a que expressa de forma mais adequada o papel do Serviço Social frente à reconfiguração da questão social no século XXI:
O Serviço Social deve adotar uma postura pragmática de gestão de demandas emergenciais, ajustando suas práticas aos parâmetros de eficiência e resultados, como forma de garantir sustentabilidade institucional diante do desmonte das políticas públicas.
A centralidade do mercado na mediação das relações sociais exige que o Serviço Social priorize a mediação individualizada com os usuários, deslocando-se das dimensões coletivas para fortalecer a autonomia subjetiva como estratégia de enfrentamento das desigualdades.
A questão social, expressão das contradições entre capital e trabalho, manifesta-se de forma ampliada na atualidade e requer do Serviço Social a articulação entre intervenção técnica e crítica política, visando à defesa de direitos e à ampliação da cidadania frente à lógica neoliberal.
A mundialização do capital e as novas formas de desigualdade dissolvem a questão social como categoria de análise, tornando obsoleta a perspectiva crítica marxista e exigindo um redirecionamento do Serviço Social para abordagens psicossociais e comportamentais.
Ao tratar da atuação dos/as assistentes sociais com as diferentes expressões da questão social, Iamamoto (2000) aponta que há que se evitar uma perspectiva que se baseia em “uma visão heroica e salvacionista do Serviço Social que reforça unilateralmente a subjetividade dos sujeitos, a sua vontade política sem confortá-la com as possibilidades e limites da realidade social”. A essa perspectiva a autora dá o nome de:
Contratualismo.
Fatalismo.
Messianismo.
Voluntarismo.
Nos diferentes sistemas de proteção social, é fato a ausência de ações que reconheçam a pobreza enquanto expressão da questão social e, portanto, inerente à reprodução do capitalismo, sendo, historicamente, relegada a ações focalizadas fragmentadas, à filantropia ou à iniciativa da esfera privada individual. A pobreza é naturalizada, e a desigualdade social, ignorada. Nessa direção, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. No Brasil, a ampliação, em determinados momentos históricos, do acesso – por parte dos segmentos mais pauperizados – a bens e serviços não alterou o padrão de desigualdade social, econômica, racial e de gênero.
II. O aumento da desigualdade social não afeta o mercado com o enfraquecimento da demanda, nem impacta negativamente a formação de capital humano, a produtividade e os processos de crescimento sustentável e de longo prazo.
III. O combate à pobreza e à desigualdade social no Brasil não tem sofrido restrições, sobretudo desde 2015, mesmo diante dos retrocessos nas políticas sociais e nos resultados no que tange aos indicadores socioeconômicos.
IV. A elite econômica e política que possui recursos e ocupa a maioria dos postos-chave no setor privado e, principalmente, na burocracia e nos cargos eletivos não tende a direcionar a distribuição das riquezas da sociedade a seu próprio favor.
V. No século XXI, a distribuição da riqueza socialmente produzida se deteriora de forma mais intensa, tanto nas economias emergentes quanto nas desenvolvidas. Desse modo, o quantitativo da população vivendo em situação de pobreza aumentou, e o número de bilionários dobrou.
Todas as afirmativas estão corretas.
Somente as afirmativas II e III estão corretas.
Somente as afirmativas I, IV e V estão corretas.
Somente as afirmativas III e V estão corretas.
Somente as afirmativas I e V estão corretas.