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Sobre o debate atual de Família, leia o trecho abaixo retirado da Revista Retratos – A Revista do IBGE (Dezembro de 2017).
“(...) Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revelam que, desde 2005, o perfil composto unicamente por pai, mãe e filhos deixou de ser maioria nos domicílios brasileiros. Na pesquisa de 2015, o tradicional arranjo ocupava 42,3% dos lares pesquisados. Uma queda de 7,8 pontos percentuais em relação a 2005, quando abrangia 50,1% das moradias. Por outro lado, novas tendências ganharam força. Em 2015, por exemplo, quase um em cada cinco lares era composto apenas por casais sem filhos (19,9%), enquanto que em 14,4% das casas só havia um morador (...)”.
Sobre esse tema, assinale a afirmativa INCORRETA.
Historicamente, as famílias eram definidas segundo a presença de um casal heterossexual e sua prole, sendo essa concepção de família ainda comumente utilizada em algumas esferas da vida social.
Para algumas disciplinas, como a Psicanálise, em meados do Século XX, a maior parte das outras formas de composição familiar, que não a composição tradicional formada por pai, mãe e sua prole, era encarada como patológica, incompleta, insuficiente, ou era simplesmente invisível.
No Brasil, na década de 1930, a família, para ser reconhecida, deveria ser constituída pelo casamento indissolúvel, sob a proteção especial do Estado.
Há certa consensualidade de que a família ocupou lugar de centralidade no sistema de proteção social brasileiro, constituído e consolidado de 1930 até 1980, embora tenha constado como público das políticas vigentes de modo focalizado.
O modo como a família é incorporada na política pública reflete na organização dos serviços e na proposição e organização do trabalho com as famílias no cotidiano dos serviços, programas e projetos.