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Para Mioto (2009), o desenvolvimento do modo de produção capitalista trouxe consigo mudanças radicais nas formas tradicionais de prover a proteção social, até então asseguras pela família. Com base nessa assertiva, é falso afirmar que:
na formação capitalista sob a égide do liberalismo, a família se conforma como o espaço privado por excelência responsável pela proteção social dos seus membros.
o contexto da formação sócio-histórica e do desenvolvimento dos sistemas de proteção social dos países latino-americanos e particularmente o Brasil, alinham-se ao denominado Estado familista.
o processo de desfamilização pressupõe a ampliação dos encargos familiares e a independência da família, através de politicas familiares/sociais.
o período de institucionalização dos novos marcos da proteção social brasileira coincide com o avanço da tese liberal do Estado Mínimo e do mercado enquanto instância reguladora da vida social, em termos mundiais.