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Para Silveira e Silva (2018), como as profissões que atuam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são essencialmente técnicas, baseadas no modelo biomédico assistencial, se configura, de um lado, uma relação entre profissionais com forte identidade baseada na técnica e na ação emergencial curativa como os médicos, nutricionistas, enfermeiros e, do lado oposto, o Serviço Social, com atuação ligada não à especialidade técnica, e sim às determinações sociais presentes na saúde dos usuários internados nessa unidade. Com base nessa afirmação, assinale a alternativa correta.
O profissional de Serviço Social tem um fazer completamente distinto dos demais profissionais da área médica. O trabalho profissional é realizado com uma perspectiva de totalidade, e também considerado como parte de processos individuais.
Os Assistentes Sociais, como categoria, se preocupam com os elementos que trouxeram o usuário ao hospital/UTI e as condições de retorno do mesmo ao seu local de moradia. Já os profissionais com formação biomédica analisam o usuário como um sistema em que alguma parte está em desequilíbrio. Deve-se a isso, uma formação baseada na totalidade e na formação generalista, enquanto a formação do Serviço Social é baseada em um plano cartesiano voltado a mecanismos fechados.
O Serviço Social carrega em seu lastro, apesar das mudanças das legislações em vigor, um significado subalterno perante os demais profissionais da saúde. A atribuição de um significado subalterno ao Serviço Social na saúde tem a ver, com a concepção de saúde e o embate entre os projetos sanitários e societários nos serviços de saúde, ou seja, com o próprio modelo de atenção à saúde, que define quais necessidades são consideradas de saúde, bem como que profissões são consideradas importantes para a assistência à saúde.
O trabalho do Serviço Social na prestação da assistência aos usuários que estão internados na UTI não é demandado a ser orientado por padrões de burocratização, protocolos de atuação fixos e requisições imediatas.