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O contraste entre a sociologia positivista, na França, e o idealismo, na Alemanha, se expressa nas diferentes maneiras como cada uma dessas correntes da sociologia clássica percebe a história da humanidade.
Weber anula a importância metodológica dos processos históricos particulares, valorizando apenas a lei universal da evolução humana, a generalização e a comparação entre as diversas formações sociais.
Para o idealismo alemão, a história representa o processo universal de evolução da humanidade, cujos estágios o cientista pode perceber pelo método comparativo, capaz de aproximar sociedades humanas de diversos tempos e lugares.
No pensamento weberiano, a história particular de cada sociedade aparece diluída numa lei geral que os sociólogos tentam reconstruir. Essa forma de pensar faz desaparecer as particularidades históricas e os indivíduos vistos como grupos submetidos a forças sociais impositivas.
Para Weber, a pesquisa histórica é essencial para a compreensão das sociedades. Essa pesquisa, baseada na coleta de documentos e no esforço interpretativo do passado, permite o entendimento das diferenças sociais, que seriam de gênese e formação e não de estágios de evolução.