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Ao analisar as transformações nos movimentos sociais a partir da década de 1990 no Brasil, Maria da Glória Gohn destaca que “muitos movimentos se institucionalizaram em organizações por meio de políticas sociais” (Teorias dos movimentos sociais: paradigmas clássicos e contemporâneos. 2012, p. 342). Com base na obra e autora supracitadas, podemos elencar como elementos que alteraram a posição dos movimentos sociais frente à uma nova ordem mundial, EXCETO:
Os militantes dos movimentos sociais das décadas de 1960, 1970 e 1980 não dissociavam sua vida particular de sua atuação. A militância estava inflamada pela paixão pela política.
Os militantes da década de 1990 envelheceram e não formaram novos quadros.
A paixão pela atuação coletiva/política se manteve na transição das décadas de 1980 e 1990. O que foi alterada foi a proporção e inserção populacional, que apresenta uma ilusão de baixa participação social.
Para Anthony Giddens, a participação em ações coletivas faz parte da biografia individual, dado que o paradigma atual do mundo do trabalho exige cada vez mais a execução de tarefas multidisciplinares.
Os movimentos sociais, como por exemplo os de países do Terceiro Mundo, entraram em crise e muitos se decompuseram ou retrocederam. Atualmente sobrevivem segundo códigos criados pela agenda global.