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A Sociologia contemporânea compreende a produção sociológica do pós-II Guerra Mundial (...

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Q2402144
Anulada Esta questão foi anulada pela banca examinadora.
Teclas de Atalhos
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A Sociologia contemporânea compreende a produção sociológica do pós-II Guerra Mundial (até os dias de hoje). Ela é uma categorização que visa demarcar uma diferenciação em relação à Sociologia clássica, anterior a II Guerra Mundial, marcada por contribuições de autores basilares da Sociologia que se desenvolveu a partir de então. Alguns especialistas na história da Sociologia separam esse período contemporânea em dois, um primeiro que vai até os anos 1970 e um segundo a partir dessa data. Há ainda aqueles que apontam que a Sociologia contemporânea teria se iniciado nos anos de 1970, após um período de crise de paradigmas da Sociologia, sobretudo nos Estados Unidos. (BODART, Cristiano das Neves. Sociologia contemporânea. Blog Café com Sociologia. jun. 2021. Disponível em: <https://cafecomsociologia.com/sociologia-contemporanea/>)


Acerca das principais contribuições teóricas da sociologia contemporânea, é correto afirmar que:


A

a teoria ator-rede, proposta por Bruno Latour, dedica-se a explicar o simbolismo dos laços sociais, tomando a noção de estrutura como a forma de se explicar as diversas associações que constroem o social. Nessa proposta de sociologia, explicar não se resume a estabelecer uma relação causal entre duas variáveis em caixa preta, mas conectar entidades com outras entidades, ou seja, traçar uma rede, mostrando o significado de cada relação.


B

os estudos de etnometodologia, realizados por Harold Garfinkel, utilizam-se de modelos situacionais para descrever atividades ordinárias com o objetivo de apreender e descobrir as propriedades que tornam as ações de senso comum reprodutíveis e estáveis. Nesta proposta, a capacidade reflexiva concedida aos atores é limitada, mas serve de modelo para que o sociólogo descreva a agência e reflexividade manifestada.


C

enquanto modelo de sociologia disposicional, a forma pela qual Pierre Bourdieu lida com o dilema agência-estrutura, lançando mão do conceito de habitus (sistema de disposições) como chave explicativa para explicar as ações dos atores no marco da “teoria da prática”, abre espaço para a reflexividade – no sentido de capacidade crítica e de consciência.


D

embora não rompa com a ideia de disposições (incorporadas a partir de processos de socialização anteriores) como chave explicativa para a ação, Bernard Lahire complexifica o modelo de “princípios geradores” das práticas presente na teoria do habitus. Para o autor, os comportamentos não devem ser explicados por meio da ativação das disposições, em determinados contextos e sob determinadas condições, mas em razão dos esquemas de ação possíveis dada a configuração da situação presente.


E

na teoria da estruturação de Anthony Giddens, a reflexividade (ou monitoração reflexiva das ações) é um conceito-chave para o debate que o autor faz sobre agência e estrutura, aparecendo como objeto e domínio básico da sociologia. De acordo com o autor, as práticas sociais são ordenadas a partir da cognoscitividade reflexiva dos agentes humanos e se reproduzem, no tempo e no espaço, devido à reflexividade.