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Qualquer sociologia da Amazônia deve pôr em evidência o permanente recurso à violência e às formas ardilosas de ação política de que se vale o Estado brasileiro para integrar, domesticar e civilizar a região. Ao conceber povo e natureza amazônicos como primitivos, tribais e, portanto, atrasados, as políticas públicas submetem caboclos, índios, o amazônida em geral e os migrantes, a um conflitivo processo de integração e modernização. A imagem abaixo representa um importante ícone da resistência a esse processo, pois representa o protesto do povo.

kaiapó contra a construção de represas na Bacia do Xingu-Iriri, especialmente a hidrelétrica de Babaquara.
munduruku contra a legalização da atividade garimpeira no Rio Cururu, afluente do Rio Tapajós.
xikrin contra as invasões às suas terras, ocasionadas pela construção da estrada PA279.
assurini requerendo a demarcação da terra Koatinemo, como forma de impedir o avanço da atividade pecuarista.
guajajara contra a construção da Estrada de Ferro Carajás que facilitou a penetração de trabalhadores sem-terra em suas áreas.


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