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A crise financeira internacional de 2008 passou a ser sentida, de fato, no Brasil, a pa...

A crise financeira internacional de 2008 passou a ser sentida, de fato, no Brasil, a partir de 2015 e possibilitou o retorno do projeto neoliberal ortodoxo ao país, por meio, primeiro, do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e, segundo, das eleições de 2018, que levaram Jair Bolsonaro ao poder. Consolidando, assim, as derrotas da classe trabalhadora, diante das reformas trabalhista e previdenciária e da criação da legislação da terceirização. Em paralelo, conforme demonstra a imagem abaixo, a taxa de sindicalização no país tem se reduzido, o que expressa uma paradoxal desmobilização dos sindicatos.



Assinale a alternativa que apresenta as principais razões desse processo:


A

A terceirização; dinâmicas relacionadas com mudanças organizacionais nas empresas; a implementação de métodos inspirados no chamado modelo Toyota; a flexibilização das relações de trabalho e do mercado de trabalho, por serem processos que privilegiam o individualismo e a fragmentação dos trabalhadores, ao invés de ações coletivas, têm favorecido o desinteresse pelos sindicatos, que seguem sendo entidades homogêneas e sem capacidade de atender diferentes frentes reivindicatórias.


B

A geração de trabalhadores nascida entre os anos 1980 e 1990, cuja visão de mundo fora forjada pelo neoliberalismo social-democrata, do governo Fernando Henrique Cardoso, e consolidada nos governos dos Presidentes Lula e Dilma Rousseff, tem se descolado cada vez mais da semântica e linguística sindical, sobretudo por considerá-la autoritária e anti-interseccional.


C

Ao contrário das mobilizações dos anos 1990, as reivindicações sindicais ocorridas, durante os governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma, buscaram avançar em termos salariais e de condições de trabalho e foram tão bem sucedidas que sujeitaram os trabalhadores à crença de que eventuais ações de um governo autoritário não seriam capazes de comprometer seus direitos, tornando, assim, desnecessária a filiação sindical.


D

A mudança no perfil sociodemográfico do trabalhador, cuja ampliação da participação de jovens, cada vez menos interessados em uma profissão, tem se somado a uma reestruturação produtiva que reduziu o número de empregos formais e deslocou o sentido do sindicalismo industrial para o de serviços, onde a identidade e solidariedade sindical tendem a ser mais fragmentados.


E

Exceto Bolsonaro, outros presidentes eleitos, após a redemocratização, mantiveram uma relação amistosa com os sindicatos, seja por meio da cooptação de dirigentes para a ocupação de cargos nos mais variados escalões do governo, seja alçando-os a lideranças e mesas de negociações por meio de fóruns e conselhos tripartites. Contudo, sua manifesta atuação anti-sindical, desde a campanha presidencial em 2018, tem reforçado o medo da classe trabalhadora em se sindicalizar.