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O Movimento Parent in Science, formado por cientistas mães e pais no Brasil, realizou u...

O Movimento Parent in Science, formado por cientistas mães e pais no Brasil, realizou um levantamento sobre a produção acadêmica de pesquisadorXs, nos meses de abril e maio de 2020, período inicial do isolamento social pela pandemia de Covid-19. Neste documento, que contou com respostas de mais de 15.000 pesquisadores de todo o país, um olhar por gênero mostra que as mulheres publicaram muito menos que os homens, nesse período. Diferença essa que vai se acentuando, conforme formos considerando outros marcadores como raça e parentalidade. De acordo com os números informados na imagem, é possível observar que o maior impacto das demandas domésticas, e de conciliá-las com a carreira profissional, recai sobre as mulheres.



Partindo de uma perspectiva interseccional, é correto constatar que:


A

A disparidade na produtividade acadêmica, de acordo com gênero e raça durante a pandemia, é um reflexo das diferenças biológicas que existem entre mulheres e homens, ao longo da história, que cabe às mulheres os cuidados com os filhos.


B

As demandas de cuidados com os filhos e com as tarefas domésticas devem ser resolvidas pela articulação das redes de apoio, que cada família dispõe, o que compete às mulheres, independentemente de sua identidade racial.


C

São necessárias ações afirmativas e de inclusão que respeitem a diversidade de gênero, raça e parentalidade, no meio científico, assim como em outros setores da vida social, por meio de editais que contemplem também essas demandas.


D

A decisão de ter filhos e de seus cuidados cabe a cada família de modo particular, o que não cabe interferências de outros setores da sociedade.


E

O êxito das mulheres na carreira acadêmica, assim como em outros âmbitos da vida social, depende do talento e dedicação delas para acompanhar os homens na produtividade, participação em eventos, liderança de grupos de pesquisa.