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O 22º anuário da Segurança Pública, traz os dados referente à violência do ano de 2021, e um deles chama a atenção pelos casos de feminicídios. Foi perceptível uma queda signifi cativa no número de feminicídios no Brasil, mas, no estado do Piauí, os casos têm apresentado um crescimento assustador. Ainda, conforme o Anuário, há um perfil das vítimas em situação de violência no país, tais como: 68,7% tinham entre 18 e 44 anos; 65,6% morreram dentro de casa; 62% eram negras e 81,7% dos sujeitos que cometeram os feminicídios eram companheiros, ex-companheiros ou conhecidos das vítimas. No estado do Piauí, esse perfil também não é diferente e, para o enfrentamento dessa realidade, há nove Delegacias Especiais em Atendimento ao Direito das Mulheres - (DEAM), sendo cinco delas localizadas na capital Teresina e apenas quatro localizadas por microrregiões do estado para atender as demandas dos outros 224 municípios. O presente cenário mostra uma política de enfrentamento aos casos de violência doméstica e familiar e casos de feminicídios no estado. Diante dessa problemática, analise as seguintes assertivas e marque a CORRETA:
Disponível em: https://forumseguranca.org.br/ano/2022/, acessado em 04 de julho de 2022, publicado em 28 de junho de 2022.
A violência contra minorias é uma tônica da realidade social brasileira e é impossível fazer o enfrentamento a esse e outros tipos de violência.
O machismo é a única variante desse tipo de violência e somente com educação e punição é possível mudar essa situação.
É preciso maior estrutura e fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência. Que ela seja ampla e eficaz, com melhor estrutura de atendimento às mulheres, que haja uma melhor distribuição nos municípios piauienses, com uma equipe policial qualificada (delegadas e agentes femininas e masculinos), um Ministério Público mais atuante, um Judiciário que julgue com celeridade, aliados a um sistema de justiça operante. Essas questões podem contribuir para diminuir esses números.
Somente a punição pode resolver a questão da criminalidade, seja ela qual for. Afinal de contas, a impunidade acaba por alimentar as injustiças.
Educar os violadores e cuidar das vítimas através da justiça restaurativa é um possível caminho, principalmente porque, a curto prazo, é uma das ações mais eficazes.