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Leia os dois textos a seguir:
Texto 01:
"A religião cristã negava o trabalho, pois compreendia que Deus dava aos fiéis tudo o que era necessário para suas necessidades, desde que estes acreditassem em Deus e fossem caridosos. No entanto, influenciado pelas origens de Jesus, o cristianismo, a princípio, revelou uma preferência pelos pobres. O trabalho dos humildes era apreciado, pois se opunha à avareza dos ricos. [...] No cristianismo, o valor-trabalho não se revelou como absoluto. O trabalho não dava sentido à vida, mas poderia se revelar negativo, caso o seu produto prendesse o homem no apego pelos bens materiais, pois o reino de Deus, no cristianismo, era celestial".
GOMES, Mayra Neiva; OTTONI, Davi Niemann. A evolução do valor trabalho: da negação na antiguidade à centralidade no sistema filosófico marxista. Disponivel em http:// publicadireito.com.br/artigos/?cod=0810699abe09927a. Acesso em: 08 jul.2022.
Texto 02:
"A Formiguinha corta folha e carrega
Quando uma deixa, a outra leva
Olha que fato curioso
A Formiguinha ensinando o preguiçoso
Deus não quer preguiçoso em sua obra
Deus não quer preguiçoso em sua obra
Porque senão o tempo sobra".
Disponível em: https://www.letras.com.br/musicas-infantis/aformiguinha. Acesso em: 08 jul. 2022.
Ao analisar o desenvolvimento do capitalismo na Europa, Max Weber notou que havia uma "ética" para o surgimento desse novo modelo de produção, pois até mesmo o esporte deveria "servir a uma finalidade racional: a do restabelecimento necessário à eficiência do corpo" e nunca como diversão, como meio de "despertar o orgulho, os instintos, ou o prazer irracional do jogo".
Aponte a alternativa que relaciona CORRETAMENTE os textos acima, com a lógica da ética identificada por Weber.
Os textos retratam uma mudança cultural de mentalidade quanto ao trabalho, ao labor, que resultaram numa profunda transformação nas estruturas econômicas do final do século XVIII e início do século XIX.
Os textos retratam como as sociedades capitalistas passam por um certo desencantamento do mundo, marcado por uma visão mais calculista da religiosidade.
Os textos retratam uma mudança de paradigma no mundo do trabalho que propiciou a passagem do capitalismo industrial para o capitalismo financeiro, mediante a intervenção do estado na economia.
Os textos retratam a chegada de uma nova ética nas relações de poder, antes caracterizadas pela dominação carismática na Idade Média e depois marcadas pela dominação legal-racional na Idade Moderna.
Os textos retratam uma mudança de mentalidade quanto à relação do homem com o tempo, ocorrida no final do século XVIII e início do século XIX, que se caracterizou pela percepção do tempo não mais como moeda e, sim, como atividade.