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Sob o poder do monopólio, toda cultura de massa é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura...

Sob o poder do monopólio, toda cultura de massa é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem.

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ADORNO e HORKHEIMER. Dialética do Esclarecimento,

RJ: Zahar Editor, 1985. p. 100.

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No trecho, Adorno e Horkheimer criticam


A

o desenvolvimento sem precedentes de novas tecnologias, que impõem uma nova divisão do trabalho.


B

a indústria cultural, cujo poder reside em condicionar conteúdos e formas de fruição do consumo massificado.


C

a eficiência, previsibilidade e calculabilidade tecnológicas, que aplicadas à arte vulgarizam o seu valor.


D

a divisão do trabalho e seus efeitos sobre a solidariedade social, uma vez que rompe o tecido orgânico social.


E

a racionalidade unidimensional imposta pela sociedade industrial, que desencanta o mundo.