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Para analisar e criticar as relações de poder, não podemos atribuir-lhes uma qualificaç...

Para analisar e criticar as relações de poder, não podemos atribuir-lhes uma qualificação pejorativa ou laudatória global, definitiva e unilateral. Pois elas funcionam em termos de jogos, com táticas e estratégias, mediante a norma e pelo acaso. Caracterizam fenômenos difusos e descentralizados, mais do que as batalhas a respeito das coerções estatais. Quando analisamos as relações de poder, estamos às voltas com um poliedro de inteligibilidade, no qual o número das faces não está definido previamente e não pode jamais ser considerado encerrado de pleno direito.

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FOUCAULT, M. Ética, sexualidade e política.

RJ: Forense Universitária, 2004, p. 45-55.

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Com base no trecho, pode-se dizer que as relações de poder


A

expressam a dinâmica de dominação de classes.


B

mostram o caráter multifacetado do fenômeno do poder.


C

evidenciam a preeminência do monopólio legal da força.


D

demonstram a racionalidade da política e das instituições.


E

contribuem para definir moralmente o bem e o mal.