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Odete e Irene travaram intenso debate a respeito das divisões estruturais dos movimentos sociais e de sua funcionalidade no ambiente sociopolítico. De acordo com Odete, os movimentos sociais podem ser analisados em uma perspectiva conjuntural ou em uma perspectiva estrutural, sendo que em ambas o objetivo é o de influenciar, em caráter duradouro, o processo decisório das estruturas estatais de poder. Irene, por sua vez, afirmava que o surgimento dos movimentos sociais, e as ações coletivas que praticam, tanto podem se identificar com manifestações espontâneas como com manifestações provocadas, orquestradas por iniciativas de líderes ou grupos de menor porte.
À luz das considerações de Odete e Irene, é correto afirmar que
ambas estão completamente certas.
Odete está errada ao afirmar que movimentos sociais associados a uma perspectiva conjuntural buscam realizar uma influência de caráter contínuo; e Irene, ao associá-los a manifestações espontâneas.
Odete está certa ao afirmar que movimentos sociais associados a uma perspectiva conjuntural buscam realizar uma influência de caráter contínuo; mas Irene está certa ao associá-los a manifestações espontâneas.
Odete está errada ao ressaltar a dupla perspectiva de análise dos movimentos sociais, ao invés de tríplice, por também existir a perspectiva consuetudinária; e Irene ao admitir que o um movimento social genuíno possa ser iniciado a partir de iniciativas isoladas.
Odete está errada ao afirmar que o objetivo dos movimentos sociais é o de influenciar o processo decisório das estruturas estatais de poder, pois representam rupturas com os vetores regulares do processo democrático; enquanto Inês está certa ao associá-los a manifestações espontâneas.