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Os movimentos sociais emergentes, no Brasil, na década de 1970, referem-se à luta social, cujos eixos temáticos, em sua maioria, dizem respeito aos conflitos entre atores de todas as classes sociais. Os sindicatos e os partidos políticos, devido à sua subordinação ao Estado autoritário, implantado pela Ditadura Militar de 1964, não podem canalizar os problemas específicos de grupos, estimulando, assim, o surgimento de formas não institucionais de defesa dos interesses, levando à sociedade civil a conquistar o espaço público por meio de iniciativas cívicas de protestos e greves.
(SCHERER-WARREN,1987, p. 47.).
O momento da emergência das práticas reivindicatórias, na década de 1970, significou uma movimentação da sociedade civil, a despeito da repressão que despolitizava e privatizava a vida. Novos espaços foram ocupados pelos trabalhadores e pelos diversos grupos sociais para a prática de lutas e de organizações. Essas práticas reivindicatórias trazem:
O renascimento de uma mentalidade, uma cultura política e um enfrentamento ao poder oligárquico que dominava a nação nesse período.
A expansão, ainda que tardia, do marxismo-leninismo, enquanto corrente filosófica, teórica ou ideológica, pela primeira vez no cenário nacional.
A ampliação do espaço da sociabilidade e da ação que passam das discussões em pequenos grupos para as discussões públicas mais amplas.
As organizações mais moleculares, como os grupos de reflexão da Igreja, de mulheres, de ecologistas, que passam a organizar e liderar os demais grupos de esquerda.
A autonomia e a independência dos esquemas tradicionais populistas em que predominava o clientelismo político e, ao mesmo tempo, a afirmação de outros poderes.