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Uma maneira de entender fenômenos sociais é observá-los enquanto acontecem, aqui e agora. Essa forma de conhecimento, tão antiga quanto o mundo, data das ciências sociais do século 19 e tem os seus pioneiros na antropologia.
Disponível em: <https://bibliotecavirtual.cebrap.org.br/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/>.
Acesso em: 4 set. 2022, com adaptações.
No que concerne à observação na pesquisa qualitativa, assinale a alternativa correta.
A observação participante pode ser de dois tipos: outsider e insider. A diferença entre ambos é que a observação participante outsider é marcada pelo envolvimento do pesquisador com o grupo, de modo a ser percebido como membro dele, enquanto na observação insider, o pesquisador não se envolve diretamente com o grupo pesquisado, embora mantenha o contato.
A observação participante é caracterizada pela atuação do pesquisador junto ao grupo observado no intuito de interferir na busca por soluções dos problemas identificados. Essa pesquisa também é denominada mais recentemente por pesquisa-ação.
A observação não participante demanda que o pesquisador não seja percebido pelo grupo pesquisado, garantindo que a presença dele não gere interferências no comportamento dos observados.
Entre as formas de observação, encontra-se a observação participante. A despeito de sua potencialidade, no âmbito das dificuldades recorrentes atribuídas a esse tipo de método, destacam-se o risco da interveniência da subjetividade do pesquisador, a necessidade de longo período para sua realização e a dificuldade de sistematização dos dados por causa da variedade de material empírico coletado e das limitações referentes às possibilidades de generalizações dos resultados.
A observação participante é um recurso metodológico a ser mobilizado apenas quando o grupo estudado possui aspectos diferentes daqueles do pesquisador, uma vez que a familiaridade não lhe permite compreender os fenômenos observados. Por isso, os estudos etnográficos voltam-se para os grupos exóticos.