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O termo “revolução passiva”, cunhado por Antônio Gramsci, descreve processos políticos onde o grupo social que ascende ao poder o faz sem rompimento ou revoluções, mas através de adaptações e mudanças graduais. Alvaro Bianchi defende em artigo de 2017 a caracterização dos dois primeiros governos de Luís Inácio Lula da Silva como uma “revolução passiva”, porque
a chegada ao poder se deu pelo voto e não por um processo revolucionário, o sujeito da transformação foi a classe trabalhadora, mas a participação política do conjunto da classe não foi realizada de forma plena em função da governabilidade.
a chegada ao poder se deu pelo voto e não por um processo de guerra civil, o sujeito da transformação foi um partido político, e a participação política ocorreu apenas entre os membros da classe política, sem a incorporação de novos atores.
a chegada ao poder se deu pelo voto e não por um processo de guerra civil, o sujeito da transformação foi o estado, e a participação política foi ampliada com a incorporação de novos atores, entre eles quadros da burocracia sindical.
o país rompeu com sua situação de economia dependente e financeirizada dentro do sistema capitalista mundial, o sujeito da transformação foi a classe trabalhadora e a participação política do conjunto das classes subalternas se deu de forma ativa.
o país não rompeu com sua situação de economia dependente e financeirizada, o sujeito da transformação não foi a classe trabalhadora, e a participação política do conjunto das classes subalternas se deu de forma passiva.


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