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Devemos perguntar-nos em que consiste essa diversidade, com o risco de ver os preconcei...

Devemos perguntar-nos em que consiste essa diversidade, com o risco de ver os preconceitos racistas, apenas desenraizados da sua base biológica, voltarem a formar-se num novo campo. Se não existem aptidões raciais inatas, como explicar que a civilização desenvolvida pelo homem branco tenha feito os imensos progressos que nós conhecemos, enquanto as dos povos de cor permaneceram atrasadas, umas a meio do caminho, e outras atingidas por um atraso que se cifra em milhares ou dezenas de milhares de anos? Não poderemos, pois, pretender ter resolvido negativamente o problema da desigualdade das raças humanas se não nos debruçarmos também sobre o da desigualdade – ou da diversidade – das culturas humanas, que, de fato, senão de direito, está com ele estreitamente relacionado no espírito do público.


LÉVI-STRAUSS, C. Raça e História. In: Antropologia Estrutural II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976 (adaptado).


Considerando o tema apresentado no texto e a antropologia contemporânea, avalie as afirmações a seguir.


I. Para a Antropologia social contemporânea, raça não é um conceito cientificamente válido para interpretar a humanidade.

II. A Antropologia contemporânea reconhece que a perspectiva de raça, como marcador social, tem uma relevância antropológica e sociológica.

III. Dado que raça é uma realidade biológica, padrões de percepção sobre as características físicas se associam à produção de relações políticas, sociais e econômicas.

IV. Contemporaneamente, muitos antropólogos criticam o crescente uso, no Brasil, de sistemas classificatórios com base em categorias bipolares, como branco e negro.


É correto apenas o que se afirma em


A

I e III.


B

I e IV.


C

II e III.


D

I, II e IV.


E

II, III e IV.