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Considerando os "novos movimentos sociais" como formas de reconfiguração do espaço público na era global, conforme as abordagens críticas contemporâneas, é correto afirmar que:
Os novos movimentos sociais, ao privilegiarem pautas identitárias e micropolíticas, inviabilizam a construção de uma ética pública universal, fragmentando o espaço democrático em múltiplas narrativas inconciliáveis.
Tais movimentos emergem como formas institucionais substitutivas dos sindicatos e partidos, assumindo para si a tarefa de representação legal do interesse coletivo em ambientes de governança supranacional.
Esses movimentos representam uma mudança estrutural no modo de organização coletiva, deslocando o centro da ação política para o plano da subjetividade e da produção de sentido, ao invés de se restringirem às esferas tradicionais da luta por redistribuição econômica.
A atuação dos novos movimentos é marcada pela valorização do Estado como agente legitimador de demandas sociais, ainda que isso implique a reprodução das estruturas verticais de poder herdadas do modelo industrial.
A emergência desses movimentos é sintomática da incapacidade dos sujeitos pós-modernos de se organizarem politicamente em torno de objetivos comuns, o que leva à perda de legitimidade das instâncias participativas horizontais.


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