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À luz das transformações trazidas pela globalização e da crítica aos paradigmas clássicos de representação política, é correto afirmar que:
As novas configurações políticas pós-globais sinalizam o fim das mediações coletivas, impondo aos sujeitos a necessidade de retorno à lógica representativa como condição de eficácia democrática.
O esgotamento das formas tradicionais de mediação social favoreceu a emergência de formas alternativas de mobilização política que, embora fragmentárias, desafiam a legitimidade das instituições jurídico-políticas ao reivindicarem novos padrões de justiça baseados na participação direta e na pluralidade identitária.
Os conflitos sociopolíticos contemporâneos tendem a desaparecer diante da eficácia dos modelos de governança supranacionais, que absorvem as demandas sociais com agilidade técnica e neutralidade ideológica.
O surgimento de movimentos sociais transnacionais impõe a unificação dos modelos jurídicos e culturais, a fim de garantir a estabilidade institucional diante das novas ameaças multicêntricas à ordem normativa.
A globalização aprofundou a crise da subjetividade moderna, reforçando a dependência dos sujeitos frente a aparatos de Estado e inibindo a construção de espaços públicos autônomos de dissenso.


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