

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 28 a 30.
Os novos movimentos sociais inauguram uma perspectiva no processo político, cultuando a participação política das bases populares fora dos locais institucionalizados e hierarquizados. A ação coletiva insere novos sujeitos na relação política, cria novos espaços de discussão e diferentes mecanismos de interlocução com o Estado. A sociedade civil implementa com os novos movimentos sociais uma esfera pública que transcende a burocracia do Estado liberal, capaz de aceitar a politização do cotidiano por meio da democracia participativa e de tornar possível uma nova relação entre Estado e poder popular. Além de sustentar a formação de novos espaços políticos e a inclusão de novos atores nesse espaço, o "novo" dos movimentos sociais deve-se, também, à importância dedicada às questões culturais, aos direitos culturais dos novos atores.
LUCAS, Doglas Cesar. Os novos movimentos sociais contribuindo para a afirmação democrática do direito e do Estado. Revista Direito em Debate, Ijuí, RS, ano XIV, n. 25, p.?53−88, jan./jun.?2006. Acesso em: 29 jul 2025
Disponível em:
https://revistas.unijui.edu.br/index.php/revistadireitoemdebate/article/vie w/685/411.
À luz das transformações trazidas pela globalização e da crítica aos paradigmas clássicos de representação política, é correto afirmar que:
As novas configurações políticas pós-globais sinalizam o fim das mediações coletivas, impondo aos sujeitos a necessidade de retorno à lógica representativa como condição de eficácia democrática.
O esgotamento das formas tradicionais de mediação social favoreceu a emergência de formas alternativas de mobilização política que, embora fragmentárias, desafiam a legitimidade das instituições jurídico-políticas ao reivindicarem novos padrões de justiça baseados na participação direta e na pluralidade identitária.
Os conflitos sociopolíticos contemporâneos tendem a desaparecer diante da eficácia dos modelos de governança supranacionais, que absorvem as demandas sociais com agilidade técnica e neutralidade ideológica.
O surgimento de movimentos sociais transnacionais impõe a unificação dos modelos jurídicos e culturais, a fim de garantir a estabilidade institucional diante das novas ameaças multicêntricas à ordem normativa.
A globalização aprofundou a crise da subjetividade moderna, reforçando a dependência dos sujeitos frente a aparatos de Estado e inibindo a construção de espaços públicos autônomos de dissenso.