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Gilberto Freyre, no clássico livro Casa-Grande & Senzala, sentenciava que o Brasil vivia numa Democracia Racial, marcada por relações raciais harmoniosas desde o Brasil Colônia. Mediante estudos, ao longo do século XX, esse discurso do referido autor foi chamado de “mito da democracia racial brasileira”. Entre os argumentos que vieram a colocar em discussão tal conceito, podemos destacar o seguinte:
A ausência da violência desferida aos negros escravizados ao longo do Brasil Colônia e Império.
Os relacionamentos inter-e o jeamraciais que deram origem à sociedade brasileira miscigenadas, razão porque nosso país é multiétnico.
A Igreja sempre trabalhou de modo zeloso para abrandar as relações, às vezes pouco harmônicas, entre os escravos e os senhores da Casa-Grande.
A violência sempre esteve presente desde o tráfico negreiro até o processo sistematizado de escravidão, fato que demonstra que a sociedade brasileira é baseada na violência física e simbólica contra os negros escravizados.
O uso sistemático de apadrinhamento dos africanos escravizados, demonstrando, portanto, uma relação de compadrio entre escravos e senhores.


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