

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
No cenário do associativismo civil latino-americano no novo milênio, a produção teórica sobre movimentos sociais enfrenta novas demandas e formas de organização, impulsionadas pela globalização e pelo desenvolvimento de políticas públicas. Autores como Maria da Glória Gohn (2008) propõem criticamente a ressignificação de categorias-chave, como "rede" e "mobilização social", e a interação dos movimentos com o Estado. Considerando essas transformações e suas abordagens teóricas, qual das seguintes alternativas melhor descreve a complexa dinâmica em curso, especialmente a tensão entre as aspirações emancipatórias dos movimentos e as políticas de inclusão promovidas pelo Estado?
GOHN, Maria da Glória. Abordagens teóricas no estudo dos movimentos sociais na América Latina. Caderno CRH, Salvador, v. 21, n. 54, p. 439-455, 2008.
A produção teórica do novo milênio, embora diversa, aponta para uma reconfiguração do associativismo civil em que categorias como 'rede' e, principalmente, 'mobilização social' ganham centralidade, muitas vezes ressignificadas por políticas públicas de inclusão conservadora. Essa abordagem tende a ver o movimento como resultado de um processo para convocar vontades e engajamento em projetos já definidos, priorizando a cooperação e a resolução de problemas imediatos, em detrimento da dimensão política, da autonomia e da análise das causas históricas de exclusão e conflito, que eram características dos movimentos sociais do século XX.
Os novos sujeitos sociais do milênio, como os movimentos anti ou alterglobalização e indígenas, eliminaram completamente a relevância das demandas por direitos sociais e econômicos, concentrando-se exclusivamente em lutas identitárias e culturais através de redes transnacionais que não interagem com estruturas estatais.
A institucionalização das ações coletivas, com a transformação de movimentos sociais em entidades da sociedade civil organizada para acessar recursos e participar de conselhos gestores, é universalmente reconhecida como o caminho para o fortalecimento da sua capacidade de ação autônoma, 'mobilização social' e emancipação social na América Latina.
O movimento operário continua sendo o sujeito central e hegemônico das transformações sociais na América Latina, e a autonomia dos movimentos sociais em relação aos partidos políticos e ao Estado foi plenamente alcançada no novo milênio.
As 'políticas de identidade' implementadas pelos governos são a forma mais legítima e eficaz de reconhecimento das identidades políticas dos movimentos sociais, pois refletem a vontade das bases e de suas 'redes' de 'mobilização social', e impulsionam processos de 'mudança social' de baixo para cima, superando as disputas e tensões inerentes ao novo modus de luta política na contemporaneidade.


Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.