Imagem de fundo

No contexto das teorias étnico-raciais, o Sociólogo Florestan Fernandes destacou-se por...

No contexto das teorias étnico-raciais, o Sociólogo Florestan Fernandes destacou-se por apresentar de forma crítica as contradições e incoerências no processo global de modernização no Brasil, acentuada na cidade de São Paulo, sobretudo, no que tange à população negra. “A rápida transformação urbana, ocorrida entre o final do século XIX e o começo do século XX, impossibilitou a inserção do negro [...] no estilo urbano de vida, por não possuir recursos para enfrentar a concorrência dos imigrantes. [...] a heteronomia presente na “situação de castas” impediu aos negros assimilar as potencialidades oferecidas pela “situação de classes”.


ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Vocação Científica e Compromisso de Vida. In: BOTELHO, André; SCHWARCZ, Lilian Moritz. Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país. São Paulo, Companhia das letras, 2009, p. 317.


Considerando o enunciado acima, podemos inferir que:


A

No processo, se estabelece uma convivência harmônica entre brancos, negros e indígenas no Brasil, como observou Florestan Fernandes.


B

Florestan Fernandes foi o primeiro a adotar uma perspectiva weberiana para analisar a formação da sociedade brasileira, em detrimento da análise marxista e das questões raciais inerentes ao contexto brasileiro.


C

Florestan Fernandes utilizou o marxismo para analisar a relação entre raça e classe social, destacando que o componente racial torna o negro ainda mais prejudicado no Brasil. Apesar desse importante diagnóstico social, sua teoria pouco influenciou o movimento social negro no Brasil, com forte influência de intelectuais norte-americanos.


D

Entre as décadas de 50 e 60, Florestan Fernandes influenciou bastante a sociologia brasileira, consolidando, em parceria com Gilberto Freyre, a ideia de uma democracia racial no Brasil.


E

Resulta desse processo o “desajustamento estrutural”, e a “desorganização social”, típicas da condição dos descendentes dos africanos, relegados a viver um estado de marginalidade social. Esse contexto se revela nas desigualdades de condições e de oportunidades para a população negra no Brasil. Um racismo disfarçado, escamoteado pelas relações sociais.