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Sobre a geração de intelectuais a que pertenceram Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni, é correto afirmar que ela
ofereceu as bases teóricas para o desenvolvimentismo brasileiro, em que se buscou investir no setor produtivo como forma de superar a dependência econômica.
desenvolveu leituras ousadas sobre a formação do Brasil em seus aspectos cultural e econômico, notabilizando-se pela escrita ensaística.
iniciou o emprego de métodos econométricos para abordar a história econômica brasileira, gerando um novo retrato otimista das possibilidades do país.
foi a primeira geração de intelectuais profissionais da universidade brasileira, que deu rigor às ciências sociais por recurso ao paradigma durkheimiano.
aprofundou uma abordagem crítica da configuração e da modernização do capitalismo brasileiro baseada no materialismo histórico dialético.
As teorias clássicas desenvolvidas no âmbito da sociologia brasileira abordam principalmente a formação do povo brasileiro, a organização das instituições sociais e o desenvolvimento econômico do Brasil. Considerando essas informações, assinale a opção correta.
A sociologia brasileira é constituída por duas gerações: científica e contemporânea.
As teorias dependentistas apontam que a manutenção da posição de desenvolvimento de uma nação é diretamente dependente da posição emergente de outras nações.
Para as teorias baseadas na concepção desenvolvimentista, há impossibilidade de superação da posição emergente em que o Brasil se encontra, ainda que haja investimentos massivos no processo de industrialização.
As teorias sociológicas que tratam do desenvolvimento econômico do Brasil negligenciam os aspectos culturais, morais e éticos em suas análises.
Tanto as teorias dependentistas quanto as teorias desenvolvimentistas surgiram da perspectiva econômica marxista.
A ascensão de urna administração neoliberal no Brasil não pode ser considerada corno um caso isolado. A expansão do neoliberalismo [ ... ] por todo mundo é um fenômeno compreendido a partir dos fatos históricos que marcaram essa época: a derrubada do muro de Berlim, o fim da Guerra Fria, a crise dos pensamentos ligados às correntes socialistas e, finalmente, a vitória ideológica do capitalismo.
Martini, Alice de. Geografia Ação e Transformação. 1. ed. São Paulo: Escala Educacional, 2016, pg.150,
Sobre as políticas neoliberais adotadas no Brasil, é correto afirmar que:
essas políticas ocorreram a partir dos anos 1970, quando o Estado passou a diminuir o protecionismo, a colocar em curso um vasto programa de privatizações e abrir o mercado financeiro nacional às grandes corporações estrangeiras.
a adoção de tais políticas foi associada ao êxito no controle do processo inflacionário conquistado pelo Plano Real, implementado por Fernando Henrique Cardoso e baseado na valorização da moeda brasileira.
a mudança cambial, ocorrida a partir do início dos anos 1990, aliada a urna maior taxa dos produtos estrangeiros, possibilitou a economia do país a crescer bastante, já que a produção interna se tomou mais competitiva em relação aos produtos importados, que se tornaram mais caros.
a balança comercial do país ficou positiva durante as décadas de 1990 e 2000, urna vez que as exportações superaram as importações, fruto de uma política econômica de modernização do nosso parque industrial e da qualificação profissional dos trabalhadores do segundo setor.
o Estado aumentou as linhas de créditos para a maioria das empresas do pais, o que fomentou a produção e a competitividade das manufaturas nacionais no mercado externo, promovendo assim a recuperação econômica, que até então se encontrava estagnada.
A Sociologia da Dependência teve forte influencia nas ciências sociais da América Latina especialmente nos anos 70. Acerca da Sociologia da Dependência, pode-se afirmar que
Fernando Henrique Cardoso defende a tese segundo a qual tendências culturais profundas teriam aprisionado a sociedade brasileira em formas de sociabilidade de tipo patrimonial.
Para Cardoso & Faleto, as principais estruturas da sociedade brasileira contemporânea deveriam ser compreendidas como decorrentes do reaparecimento do sistema externo de dominação capitalista em práticas nacionais de grupos e classes sociais.
em alguns momentos é possível dar um salto em direção à almejada autonomização, pois as etapas finais de realização da produção capitalista apresentam ciclos de dependência x autonomia segundo a dinâmica do mercado internacional
a industrialização não é possível nem mesmo sob a tutela de um aparato estatal nacional-populista, pois as suas contradições internas e os grupos nacionais associados ao capital internacional não o permitiriam.
para a Sociologia da Dependência, os processos de modernização experienciados nos últimos dois séculos na América Latina mantiveram em suas raízes a intensidade e a profundidade dos elementos de ordem tradicional. A "dependência estrutural", marca justamente o aspecto dual da economia brasileira desde os momentos primeiros de sua formação, tornando-a "independente" do modelo central durante várias décadas até a chegada de uma crise mundal, quando há uma reaproximação. A relação subordinada e periférica ocupada pelo Brasil no sistema capitalista internacional é reflexo do fortalecimento das principais instituições brasileiras, e do fato dos valores e das formas de sociabilidade exclusivamente típicas dos "países centrais" terem se enraizado entre nós na mesma extensão e solidez. O Brasil seria, portanto, um país semimoderno, e não a cristalização de uma modernidade periférica.